O circo ou o pão?

Tem gente em Ouricuri (PE), no Sertão do Estado, torcendo o nariz pelas comemorações ao padroeiro da cidade, São Sebastião. Não pelo lado religioso, evidentemente. Mas pelos gastos que a prefeitura municipal contraiu para trazer atrações musicais de peso para lá. Ontem (26), por exemplo, quem marcou presença na festa foi a dupla Zezé di Camargo e Luciano(foto).
Segundo informações recebidas pelo Blog, os cinco dias de festejos consumirão R$ 2 milhões. Enquanto isso os postos de saúde vinculados ao Programa Saúde da Família (PSF) estão fechados desde o recesso do Natal, em dezembro passado.
Pois é. Se uns ficam felizes com a festa, outros acham que o prefeito Ricardo Ramos deveria gastar menos com isso e mais com as necessidades da população. Ou o circo, ou o pão…
Fonte CB.
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Ex-prefeito de Juru terá que devolver R$ 226 mil
O Tribunal de Contas da União condenou o ex-prefeito de Juru - PB, Geraldo Luiz Leite, a pagar R$ 226.366,83 por não prestar contas de recursos federais repassados ao município para implantar um Centro de Referência da Assistência Social – Casa da Família, para dar assistência a 300 famílias carentes.
Ainda foram encontradas outras irregularidades, como transferência da verba para contas bancárias, cujos recursos não possuíam finalidade vinculada e sua utilização para a aquisição de equipamentos, contrariando o convênio, que permitia a utilização apenas para o pagamento de pessoal e manutenção.
A verba ainda foi utilizada em gastos desconhecidos.
O prefeito sucessor, ao assumir a prefeitura, encontrou a conta bancária referente à Casa da Família com saldo zero.
O ex-prefeito não se defendeu e ainda foi multado em R$ 13 mil.
Ascom
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Em sete anos, patrimônio do Governador Arruda (DEM) cresce 1.060%
Acossado por denúncias de corrupção e filmado recebendo dinheiro vivo no escândalo do "mensalão do DEM", o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, tem hoje um patrimônio que, em apenas sete anos, cresceu 1.060%. Nas declarações apresentadas à Justiça Eleitoral, em 2002 e 2006, a soma dos bens do governador não passava de R$ 600 mil. Agora, o patrimônio real da família Arruda, só em imóveis, em Brasília, acumulou um valor de mais de R$ 7 milhões.
Antes, o governador declarava R$ 598 mil em bens, que incluíam apenas um imóvel em Brasília. As demais propriedades, um apartamento, uma casa e um lote, ficavam na cidade mineira de Itajubá, sua terra natal. Uma caminhonete, uma linha telefônica e uma conta com R$ 20 mil, no Banco do Brasil, completavam o patrimônio.
Da posse como governador do DF, em 2007, para cá, a maneira como as aquisições foram feitas levanta suspeita - em pelo menos dois casos, os imóveis foram comprados por terceiros e depois transferidos para filhos de Arruda. O hábito de registrar imóveis em nome dos filhos fez com que as declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral ficassem modestas diante de seu patrimônio real.
A lista inclui aquisições recentes. Uma delas foi feita neste ano, após a gravação dos vídeos que mostram a farta distribuição de dinheiro do "mensalão do DEM". Em 17 de setembro, ele comprou cinco salas em novíssimo prédio comercial com localização nobre em Brasília, em frente ao Banco Central, ao preço de R$ 1,6 milhão. O negócio, registrado em nome do próprio governador, chama a atenção por várias razões.
Quem vendeu as salas foi a Brasal Incorporações e Construções, cujo dono é um correligionário do governador, o deputado federal Osório Adriano (DEM-DF), empresário de sucesso na cidade. De acordo com a escritura, pelas cinco salas, mais seis vagas de garagem, Arruda deu um sinal de R$ 350.000,08 e financiou a diferença direto com a construtora, em 91 prestações, sem juros.
A julgar pelas cifras previstas na escritura, o governador teria de comprometer uma parte considerável de seu salário só para pagar as prestações das salas. São R$ 9.999,98 por mês em prestações, quase dois terços dos R$ 16 mil que Arruda recebe como governador, mais as prestações intermediárias anuais de R$ 49.999,98.
Há mais negócios da família com a construtora do deputado-empresário Osório Adriano. Pouco depois da aquisição feita por Arruda, um de seus filhos comprou uma sala e duas garagens no mesmo prédio, por R$ 519 mil.
As salas do governador estão vazias até hoje. Na do filho funciona a Nabuko, empresa de design da qual é sócio. O filho também é sócio da Notabilis, que recebeu pelo menos R$ 604 mil da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), estatal que, segundo a investigação da Polícia Federal, na Operação Caixa de Pandora, teria abastecido o caixa 2 da campanha de Arruda em 2006.
Em 1992, bem antes de ser governador, Arruda incorporou ao patrimônio um apartamento de 245 metros quadrados na Asa Sul de Brasília. À época, ele era secretário de Obras do governo de Joaquim Roriz (ex-PMDB, hoje no PSC), atualmente seu inimigo político.
O Estado entrevistou na semana passada o antigo proprietário do imóvel - avaliado hoje em R$ 1,5 milhão. O imóvel foi pago por um empresário e registrado em nome de Arruda.
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Escândalo do governador Arruda não é nenhuma surpresa
Não é nenhuma surpresa o escândalo protagonizado pelo governador do Distrito Federal (DF), José Roberto Arruda (DEM), que foi flagrado com a mão na botija – ou melhor, na propina – recebendo R$ 400 mil. Segundo informações da Polícia Federal, esse montante vinha de fornecedores do governo do Distrito Federal e servia para subornar deputados da Câmara Distrital – o legislativo do DF. Sem contar, claro, que ajudava a aumentar o “humilde” patrimônio pessoal de Arruda.
Quem não se lembra, por exemplo, que o então senador Arruda – líder do Governo FHC no Senado – foi cúmplice do falecido Antonio Carlos Magalhães na violação do painel eletrônico daquela Casa, em 2001? ACM, que à época presidia o Senado, queria saber como votaram os seus colegas no processo de cassação de Luiz Estevão.
Com as provas irrefutáveis vindo à tona, Arruda e ACM utilizaram-se do vil expediente de renunciar aos seus mandatos. Retornaram, os dois, na legislatura seguinte.
De novo, Arruda reaparece no olho do furacão. Descoberto feito rato de despensa. As provas contra ele são tão desavergonhadas que me parece simples a investigação da polícia.
A menos que o governador consiga fazer como a história do marido flagrado pela esposa, completamente nu, com a amante. Como ele estava de meia, virou-se para a esposa e disse: “calma meu amor, não é nada disso que você está pensando, eu posso explicar”. Nesse caso a “esposa traída”é o DEM, que passou quase oito anos do Governo Lula farejando escândalos. Agora tem um dentro da sua própria casa, e quer explicações. O díficil vai ser explicar.Marcadores: DESCASO